Quando fiz curso de música, um dos livros que serviram de base, logo no primeiro módulo, para uma das disciplinas, tratava de várias questões concernentes ao Reino de Deus. Uma delas me chamou a atenção e gostaria de expor nesse post. Uma questão que todos nós deveríamos nos ater: Somos pessoas chamadas ou voluntárias dentro do Reino?

Bom… Sempre escutamos que Deus tem um chamado para uma determinada pessoa; creio nisso perfeitamente. Como também dizemos e ouvimos a seguinte frase: “Eu tenho um chamado no ministério X”. Infelizmente, na minha opinião, essa e outras sentenças semelhantes entram no “Hall de frases prontas do povo de Deus”. Sabe o motivo, no qual, digo isso? Tendo vislumbrado pessoas auto-denominadas “chamadas por Deus”, que fogem no primeiro obstáculo. Não estão prontas para encarar as dificuldades da caminhada. Estão inseridas no seguinte contexto: “Se o barco virar, sou o primeiro a pegar o bote e cair fora. Se o barco vier a ficar no prumo, entro novamente”. Não estão comprometidas com o “chamado” que possuem.

A diferença é simples e óbvia:

Voluntários – Não tem o total compromisso. Se não estiverem mais a fim, podem sair sem ter a preocupação de como caminhará o trabalho, pois assumiram outro compromisso.

Pessoas com chamado – São pessoas com fiel propósito. Mesmo diante das circunstâncias, não negam o trabalho, pelo qual, fazem. Se a situação se torna delicada, priorizam uma forma para manter o trabalho vivo, lidam com casos onde muitos viram às costas.

Creio não ser necessário ficar expondo mais diferenças entre essas duas “classes”. Como em todo post, não poderia deixar escapar uma perguntinha para reflexão (para os que realmente gostam de refletir): Qual a minha posição dentro do Reino? Sou uma pessoa com convicção do chamado que possuo ou prefiro ser “passageiro” e sem compromisso com algo que pode estar afetando grandemente o meio onde participo? Em outras palavras, omisso. Não vou sair ileso desse questionamento, mas houveram momentos em que agi como um voluntário… Senti um peso, pois não era a atitude correta. Procuro entender se o mesmo peso que senti, outros sentem também. Não é possível ver tanta coisa acontecendo e muitos ficarem inertes e não tomarem nenhuma atitude.

O mais doloroso é ver a quantidade de problemas mal-resolvidos com pessoas “chamadas por Deus”. Vejo que Deus nos chama para resolver os conflitos também. Isso é uma postura onde pouquíssimos possuem. É onde vemos as armas de defesa serem reunidas para não mostrar a real postura da pessoa.

Poderíamos colocar com mais evidência a bandeira do Reino de Deus. Já basta os tantos adjetivos negativos que possuimos. Vale ressaltar que, em sua grande maioria, por nossa própria culpa. Se algo ou alguma coisa estiver afetando o bom andamento da obra, sejamos maduros o suficiente e busquemos formas de manter, antes de tudo a exaltação do nome de Deus.

Ultimamente o meu desejo é poder permanecer fiel e não ser contaminado com posturas onde meu posicionamento e chamado possam ser influenciados. É triste, mas é um cenário real.

Até o próximo post…

(Transcrito da página http://ugosouza.wordpress.com)